quarta-feira, 18 de maio de 2022

EXAUSTA é pouco !




Nós professores não paramos um minuto desde que tudo começou ( pandemia ).

Pelo contrário , trabalhamos além de nossa carga horária para montar aulas e atender a pais e alunos ! E ainda continuamos nesse mesmo ritmo!

Nisso tbm , tivemos gastos com energia , internet , aparelhos eletrônicos etc sem ajuda de custo nenhuma !!! Tudo saiu e continua saindo do nosso bolso.

Agora estamos presencialmente com os alunos mas tudo não está normal , sabe pq ? Porque os alunos precisam de atenção além do normal , precisam se encaixar na rotina novamente , precisam de recuperar o tempo das aulas remotas ( que nem todos acompanharam ) , precisam reajustar o cérebro a receber as informações e principalmente a terem um bom comportamento na escola … e estão sob pressão por conta disso , gerando grande ansiedade em sua vida junto a euforia do retorno com os amigos .

E nós professores ?? 

Qual apoio e ajuda nós temos ? Nenhum !!!! 

Não temos nosso trabalho reconhecido , ainda carregamos o fardo da pandemia e um esgotamento físico,emocional e mental por conta disso , a sociedade e o governo coloca sob nossas costas a defasagem escolar , não temos valorização financeira e moral , estamos burocraticamente atarefados e ainda temos que dar conta de tudo e de nossa vidas tbm .

Nós professores tbm precisamos de apoio ,durante a pandemia tbm tivemos perdas em nossas famílias , nós tbm sofremos com o isolamento e a modificar ( sem ajuda nenhuma e orientação pq isso veio bem depois ,bem depois mesmo ) a mudar do nada as nossas aulas e fazer com que elas tenham acesso aos nossos alunos .

Então , para finalizar , eu peço : valorizem e respeitem o professor do seu filho e os do Brasil pois eles não deixaram essa situação ser pior ainda . 

Apoie o professor ! Converse com ele ! 

Estamos exaustos !! 

Senhor governador … tome vergonha na cara !!! 

Desabafo meu, que sou uma professora cansada , que estou enlouquecendo com as demandas recebidas e sem receber por isso , que as vezes se sente sozinha , mas que não deixa o barco virar e continua a nadar nesse mar em fúria que é o magistério paulista ! 

Mas que está difícil continuar . 

Prô Danny


segunda-feira, 20 de abril de 2020

Professor x sistema


Reflexões de um tempo em quarentena...
O professor nutella vai pensar no seu aluno e fazer sua parte , mesmo sabendo que muitos não terão acesso às aulas e a tecnologia .
O sistema faz sua parte em oferecer a “aula” também com a consciência de que não está chegando a todos e não se importa com isso mas mantém a aparência . Claro, ajeitando terreno para seu tão sonhado projeto de ensino on-line apoiado por grandes empresas e grandes negócios .
O professor raiz já está lá no meio desse caos todo de pandemia , dando conta de sua casa , filhos , família , alunos , se virando pra aprender da noite pro dia o que o governo impõe e se virando com os recursos que seu salário não permite , mas quer mostrar serviço !
O aluno no meio disso tudo , esperando a mãe deixá-lo usar o celular pra jogar porque a mesma cuidando da casa /trabalho/ filhos não terá tempo nem condições de ajudar o filho em suas aulas pela internet .
Fica o professor que não quer ninguém falando na sua orelha , o governo mostrando serviço e pressionando os professores , e os alunos perdidos em sua inocência esperando um adulto !
Este seria um momento para que todos nós aproveitássemos a família , pois vejo esse sinal no meio dessa pandemia ... por conta do trabalho e $$$ deixamos o mais importante em poucos minutos da nossa vida cotidiana e agora pais estão finalmente conhecendo melhor seus filhos por dedicarem mais tempo a eles , mesmo que obrigados .

bjs de luz e fiquem em casa!

Prô Dani

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domingo, 8 de setembro de 2019

EMPATIA NO AMBIENTE ESCOLAR ... EXISTE?


 Este tema pode dar o que falar, contudo, creio este ser o objetivo, pois em muitos momentos nós professores nos resumimos ao silêncio para não entrar em atrito com ninguém em nosso ambiente escolar e assim as coisas caminham não como eles tem de ser, mas sim como querem que seja. 


 Refletindo e pesquisando para escrever hoje aqui, encontrei muitas matérias sobre a relação da empatia entre professor e aluno. Cá entre nós, não quero entrar nesse mérito, mas creio que ao se formar um pedagogo e escolher o caminho da sala de aula, o mínimo que o professor deve ter é empatia com seu aluno, caso contrário seu trabalho se torna um peso repleto de ausência de sucesso e  de perspectiva fadado ao fracasso.



 Meu objetivo na construção deste texto não é esse, mas sim a empatia no ambiente escolar num todo, principalmente em relação entre todos os profissionais da escola, principalmente entre a gestão.



 O primeiro passo é a definição em si do termo empatia:



Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo. "



 A partir dessa definição, noto que pouco encontramos empatia no ambiente escolar! Não quis dizer que ela não existe, mas que é escassa isso é.



 Em todas as escolas que trabalhei e com muitos outros colegas que tenho na área, existe as famosas panelinhas ( que são grupos fechados os quais apenas selecionados participam e poucos que de fora entram), no caso da escola pública encontramos os grupos dos mais velhos, grupo dos eventuais , grupos dos puxa saco, grupo dos recém chegados, grupos dos contratados, grupos dos que se sentem os melhores, grupos dos excluídos pelos outros grupos e por ai vai. E não me venha dizer que eles não existem pois existem sim uns com mais força que os outros.



 Nesse tipo de analise, encontra-se na escola a falta de empatia entre os profissionais,pois com esse tipo de relação ( quase sempre desgastante) os outros "mortais" da escola sentem-se no direito ao pleno silêncio para não entrar em conflito com o colega, ou por ver que a gestão tem seu grupo prioritário ( e não necessariamente presente) e sua voz nunca será ouvida, ou por julgar ( e não os culpo por isso) que não adianta nada participar ou ter voz ativa os quais muitas vezes acabam por receberem rótulos e até a serem ignorados (claro não diretamente).



 Eu no caso devo ser conhecida na escola como a reclamona, ou a bocuda pois não aceito o comodismo do silêncio, ainda mais pela escola ter a obrigação de ser um espaço democrático. Certamente, se algum colega meu de trabalho ler minhas postagens neste blog, não irá encara-las como desabafo ou discussão, mas sim em "tinha que ser ela!", ou até: "não basta bater boca na escola, precisa ainda divulgar!".



 Todos nós temos os mesmo tipo de trabalho em sala de aula, os quais as dificuldades do mesmo se diferenciam apenas pelos sobrenomes dos alunos, digamos assim, mais saidinhos, pois a cobrança e a responsabilidade se encontram no mesmo estágio de execução, formação e ate de cobrança.



 Infelizmente a falta de empatia aparece mais uma vez. Diga-me aqui, quem nunca ouviu ou disse: " ah mas essa sala era da fulana, o que ela fez no ano passado? Nada!", ou até ah quero essa sala pois são bem disciplinados, não quero ter dor de cabeça no ano que vem!" ( mas deixa sua sala deste ano da pá virada por assim dizer).



 Eu mesma já fiz isso e me policio muito a não chegar neste ponto.



 Dentre esses fatos da ausência de empatia no ambiente escolar me incomoda a relação da gestão entre os funcionários num todo. Decisões já tomadas sem antes discuti-las com a breve justificativa de que estão nos ajudando se afastando da gestão democrática. Cobranças por comportamentos os quais eles mesmos não apresentam, ignorar a vivência em sala de aula que tiveram e a julgar o professor por isso ( por muitas vezes justificando que nunca passou por tal situação) ou simplesmente te ignorar ou fazer uma careta.



 Quantas vezes nessa minha vida pedagógica fui ignorada ao levar um aluno que se comportou mau a direção e ficar no vácuo? Incontáveis vezes! E quase surtar quando em reuniões você ter de ouvir: disciplina se resolve na direção. Ahhhhhh quero morrer com isso!



 Eu não sou santa, tenho muito a me corrigir e a me construir como pessoa e como professora todos os dias, mas se faz extremamente necessário que o grupo escolar passe a trabalhar a empatia em prol de uma saúde mental a seu corpo docente e funcionários no geral.



 Já presenciei atitudes discriminatórias aos demais funcionários da escola ( tios da limpeza, inspetores, cuidadores etc) exigindo de maneira grotesca respeito e suas vontades realizadas. Como dizem né e se encaixa perfeitamente nessa minha colocação: quando o poder sobe na cabeça é que vemos verdadeiramente como se é o sujeito. O que na minha humilde opinião se resume a um simples processo trabalhista de assédio moral. Mas infelizmente no mercado de trabalho isso é perigosíssimo, ainda mais depois da reforma trabalhista.



 Como mudar ou melhorar isso tudo? Fácil ! Com muito diálogo entre todos na escola, com um olhar mais aberto ao outro seja ele quem for. Que dá mesma maneira em que nos exigem empatia ao aluno que seja recíproco entre professores e gestão. Pois respeito é bom e todo mundo gosta sem contar que tudo o que for imposto e sem reflexão de sua devida imposição esta sujeito a seu efeito contrário, seja ele em qualquer sociedade/ambiente.



 Vou parar por aqui para não fugir do assunto! Este texto já esta longo demais e tem condições de ser continuado em outros tópicos mais tarde.



 Sua presença é muito importante para a continuação deste blog, não quero aqui ficar falando sozinha, preciso saber se não estou ficando maluca kkkk que eu sou a prô rebelde e doida da escola querendo um mundo que não existe. 



Termino aqui com uma importante frase do educador Paulo Freire a trabalharmos mais na escola e que se encaixa perfeitamente no tema discutido hoje.



 Vamos realmente nos importar com a educação e a escola como um todo, pois se fosse pelo salário e valorização não teríamos professores neste país. Superar a falta de diálogo e transigência que se aloca no Brasil de hoje com muita sabedoria e inteligência.

Em busca constante da superação do luto pedagógico de cada dia.


 Beijos de luz e força na peruca!



 Prô Dani





terça-feira, 3 de setembro de 2019

LUTO PEDAGÓGICO ... BREVE REFLEXÃO



 O luto pedagógico se dá a qualquer decepção que você vive enquanto se é professora e esta em sala de aula.

 Ele pode ocorrer por conta de um objetivo planejado e não alcançado por você ou por seu aluno; 
pela falta de atenção do responsável de seu aluno ou até pelo excesso dela;
quando seu trabalho não é reconhecido;
seu salário no fim do mês e a falta de investimento;
falta de material;
quando a gestão da escola não acompanha a rotina escolar se prendendo a apenas burocracia ( essa tem um enorme peso no luto/luta diária da vida de um professor);
e assim continua por muitos outros exemplos, que espero poder conversar com vocês neste espaço em outros momentos.

 Não sei se o termo "LUTO PEDAGÓGICO"  existe, ao menos da maneira em que eu o utilizo. Só sei que em uma de minhas decepções na escola, quanto professora, foi o de usar este termo para conseguir sair do abismo em que me encontrava naquele momento de frustração.

 Lidar com o luto na vida, seja ele qual for, é aprender a lidar com o sofrimento de uma perda e a partir dessa perda, buscar forças a continuar, a trabalhar um novo olhar e assim esse luto se transformar em luta.

 O que falar é muito fácil, fazer é que o bicho pega.

 Vivo isso diariamente, um luto/luta a continuar ser professora e sinceramente não sei como consigo e nem por quanto tempo irei conseguir continuar. Reflito muito, busco os porquês mas continuo sem decifrar este enigma: Como consigo superar , continuar, e mesmo assim insisto em continuar a sofrer pedagogicamente?

 Uma vez, uma amiga de trabalho, também professora, me disse que os professores que realmente se preocupam com o futuro de seus alunos, com a situação em que eles vivem, com as condições das escolas/educação se encontram e principalmente , se preocupam em fazer um bom trabalho independente de qualquer adversidade da vida pedagógica , esse é o que sofre, que se cansa que entra em um luto constante sem saber.

 Já aqueles que já entregaram suas bandeiras e se deixaram levar pelo sistema não apresentam mais tantos sentimentos quanto a isso tudo que citei acima e ainda zombam de você que esta mal.

 Sentir-se só na escola é algo comum, ainda mais quando se quer ser a diferença. E querer ser a diferença não se resume a ser a melhor de todas, ser a diferença é trabalhar em prol de seu aluno e o mundo. Creio que foi para isso que nos formamos.

 Não consigo me acomodar na escola, não consigo ligar o "foda-se" ( perdão pela palavra), não consigo ignorar situações que poderiam ser realizada de uma melhor maneira ao grupo escola e principalmente a meu aluno, não consigo.

 Talvez é por isso que eu sofra tanto, por não conseguir me acomodar ao comodismo em que se encontram muitas escolas neste Brasil de meu Deus.

 Uma dica que falo sempre a mim mesma: " Fecha a porta da sua sala e o mundo ali dentro é seu!" , isso me dá forças em muitas vezes, pois ali é meu mundo, meu e de meus alunos. Nossa rotina, nosso viver e nosso respeito ao bem comum entre nós ( a princípio ), o chato disso é quando os problemas abrem sua porta e seu mundo cai.

 Como isso acontece? Fácil dizer, isso acontece quando lhe entregam bilhetes urgentes na hora da saída, quando vem o recado de provas de última hora para serem aplicadas em uma sala lotada de aluno sem preparação anterior ( uma revisão básica), quando te pedem listas ou relatórios para ontem, quando não tem água para você beber, quando seu aluno não é autorizado a ir ao banheiro e acontecem tragédias etc .

 Quero morrer quando eu perco meu domingo fazendo meu planejamento e chega algo de ultima hora a se fazer ignorando o que planejei, sendo que depois ainda serei cobrada pelo que planejei e não o fiz, fico muito incomodada com esse tipo de coisa.

 Em resumo, tenho vários lutos pedagógicos durante meu trabalho como professora. Me sinto sozinha, não sem amigos, mas sem ter com quem desabafar para aliviar toda essa tensão que nos cerca no dia a dia escolar.

 Ao mesmo tempo em que não acho legal ficar conversando sobre esse assunto.
 Ai meu Deus quantos dilemas!

 Assim, criei essa página para conseguir tirar um pouco do meu coração toda essa tensão, pois como boa professora que sou , consigo me aliviar das mazelas  do oficio e do mundo escrevendo!

 Caso você também sofra desse mau , por favor, manifeste-se para que possamos nos ajudar.

 Em busca constante da superação do Luto e partir para a Luta.

 Forte abraço


EXAUSTA é pouco !

Nós professores não paramos um minuto desde que tudo começou ( pandemia ). Pelo contrário , trabalhamos além de nossa carga horária para mon...